sexta-feira, 10 de julho de 2020

Restauração: Caloi Barraforte 1982.

Recentemente dando uma vasculhada no OLX em busca de uma bicicleta para restaurar, dei de cara com uma peça bastante interessante abandonada. O anúncio se referia a uma bicicleta Caloi Barraforte 79, canibalizada, sem guidão nem roda dianteria, mas posteriormente verifiquei que o ano dela é 1982. Rodei 21km atravessando a cidade e a trouxe rebocada na minha Barra circular. Abaixo publiquei uma sequência de vídeos desse resgate no meu canal:









História da Barraforte:

Substituindo a famosa Caloi Arco Duplo, a primeira geração da Barraforte foi lançada em 1977 para competir com a Barra Circular, grande sucesso da Monark, entrando na briga dentre as bicicletas utilitárias para uso rural e urbano cuja característica marcante é a robustez e a resistência para o trabalho e rotina diária de uso, bem como manutenção simples e barata. Além da Barraforte, entraram na briga também, as obscuras Peugeot Combate e Brandani BC2-A, esta última parecida com a Monark.
Inicialmente a primeira geração, que durou de 77 a 83, se caracterizava pelo bagageiro reforçado, e quadro com duas barras curvas embutidas por uma chapa de metal ligando o tubo do selim ao tubo inferior (Downtube), além de duplo cobre-corrente.

        Folheto de lançamento da Barraforte 77, (acima a Caloi Arco Duplo, sua antecessora) Foto: Museu da bicicleta - Facebook.

Em 1979 é lançada as versões Luxo e Super Luxo que contava com opcionais como farol e Dínamo japonês "Mitsuba", e novos grafismos coloridos. As versões da Barraforte aparecem no catálogo da Caloi como L e SL. Em 1981 é lançada a Super Luxo 3, que adicionava uma relação de 3 marchas com câmbio japonês Suntour, emprestado da Caloi 10, e os grafismos ficam mais sóbrios, com ângulos retos e com variação de cores conforme a cor da bicicleta.



A segunda geração da Barraforte viria em 82, conhecida também como Pescoço de Ganço pelo seu desenho pitoresco. Esta geração foi a primeira a contar com o inédito assento para passageiro no tubo superior, revestido de estofado, mostrando o esforço da Caloi em buscar soluções de versatilidade para desbancar a invencível Monark Barra Circular, que seguia na liderança invicta. Trazia também pela primeira vez, opção de sistema de freios a cabo de tipo "Side Pull".
Devido talvez ao seu desenho controverso, a nova Barraforte não viria a substituir a primeira geração, coexistindo juntas como versões diferentes.


 Catalogo Caloi 82, apresentando a Nova Barraforte, inicialmente na versão S, Foto: Museu da bicicleta - Facebook.





Em 1984, sai de linha a primeira geração, levando consigo também a segunda (Pescoço de ganço), e é lançada então a Barraforte GL, geração que ficaria sendo a mais conhecida por ter atingido sucesso relativo. Assim como ocorrera com a antecessora de 2º geração, o quadro ganharia angulo mais baixo, se adaptando a grande variação de estatura do brasileiro.


 3º Geração da Barraforte 1984, Foto: Museu da bicicleta - Facebook

 O refoço duplo do quadro sustentava assento estofado para passageiro e dois acabamentos plásticos próximo a caixa de direção, com a logo da Caloi. O quadro se tornava mais robusto e resistente, fato que garantiu algum espaço na dura concorrência com a Barra Circular. No ano seguinte, na linha 85, adotaria cobre corrente de peça única.
Provavelmente com os resultados positivos ao copiar características bem sucedidas da Monark Barra Circular, com a intenção de substituir a Barraforte de 3ª geração, já em 1986 a Caloi lança a Super C, carregando nomenclatura diferente possivelmente na tentativa de se desassociar da concorrente, trazia a mesma estrutura da antiga, mas com um conhecido elemento: O círculo como reforço do quadro. A nova Barraforte começaria então a perder sua identidade até se tornar uma bicicleta satélite de sua oponente da Monark. Contudo assim como ocorrera em 82 não substituiu a antiga, coexistindo com 3ª geração que continuaria em linha até pelo menos 1990, apenas como versões diferentes.

                                                                                         Barraforte 86

A Caloi Super C foi a penúltima geração da Barraforte, já com o mesmo desenho da sua concorrente Barra CircularFotos: Museu da bicicleta - Facebook.

A partir de inicio dos anos 90, sai de linha a Super C e chega a 5ª e última geração da Barra Forte, aposentando  os freios de tipo Inglês (varão), adotaria freios a cabo "cantilever" ou contrapedal, e aros de alumínio. Mais leve e de produção simples e mais barata já não tinha a mesma robustez anterior, o que deixava abaixo da Barra Circular que seguia com a mesma estrutura. A febre da MTB deixou o seguimento das bikes utilitárias, assim como todos os outros em segundo plano e a forte desindustrialização do país inundou o mercado de bicicletas e peças importadas, iniciando assim o declínio das duas grandes concorrentes nacionais Caloi e Monark, que já não produziam seus próprios componentes. A Barraforte permaneceria sem grandes alterações até ser, por fim, retirada de linha em 2011, como parte da reformulação da Caloi para a venda da tradicional fabricante brasileira a estadunidense Cannondale que ocorreria em 2013.

                                                        Ultima geração da Barraforte, aposentada em 2011.

Atualmente apenas a Monark Barra Circular continua em fabricação, dentre suas várias cópias de quadros de origem variada que inundaram o mercado. Embora nunca tenha atingido o sucesso de sua concorrente, a Barraforte marcou época pelo desenho bonito e original da sua primeira e terceira geração, sua versatilidade e resistência, além de curiosamente ter seu nome bastante conhecido a ponto de ser confundida constantemente, por costume de erro, à Barra Circular como se fossem a mesma bicicleta. Isso revela que o esforço publicitário da Caloi para emplacar a Barraforte deve ter sido tão grande que teve efeito contrário, beneficiando assim sua principal concorrente de nome semelhante.

Agradecimentos: Museu da Bicicleta - Catálogos e propagandas.

Conde L. Terranova




sexta-feira, 26 de julho de 2019

Restauração: Fiat Oggi 1984 série especial Pierre Balmain.

                 


 Após alguns anos o carro está parado, notei que as fotos do meu carro publicadas neste blog se espalharam entre os entusiastas de autos antigos, mas não estou reclamando autoria, pois se publiquei é para serem vistas. Retomo então sem delongas a restauração, e não dependendo mais do carro haja vista que meu principal meio de transporte é a bicicleta, o carro pode ficar parado para a desmontagem do acabamento:


Apos retiradas organizadas e guardadas peças do acabamento externo, para choques e forros de porta e laterais, vou começar a retirada do acabamento interno, painel e vidros.

Talvez alguém pergunte por que eu não posto o processo em um fórum de um clube de da familia Fiat 147 ou similares. Não posto por dois motivos, porquê fóruns estão ultrapassados, e tem dono. Sempre os detestei por isso.
Logo mais posterei a conclusão e novidades da saga da restauração do Oggi/Balmain, "O retorno".




Conde L. Terranova

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Brasileiros falando mal do Brasil nos EUA



Ao ver alguns vídeos de pessoas nos EUA, que preferem se esconder lá e criticar a o povo a cultura e a política deste pais virarem modinha na internet, decidi fazer este Vlog pra falar sobre o quanto essas pessoas vendidas são "úteis" para o desenvolvimento do Brasil.

Conde L. Terranova

Desrespeito de caminhoneiro e "ciclista" imprudente em Goiânia - LOCOMOVE GO



Video de estreia do meu novo canal dedicado a discutir a realidade do transito especificamente o ciclista.

Conde L. Terranova

sábado, 7 de setembro de 2013

Carruagem "Berlinda" em escala


 Após um tempo, este blog fantasma ressurge das cinzas, agora apresento um trabalho feito por mim para a faculdade de Artes Visuais:








 A Berlinda, é uma viatura de uso aristocrático do séc VII, com avanços técnicos em relação as carruagens antecessoras na suspensão e na sua estrutura mais leve e tornando o veiculo tambem mais rápido.
 O carro apresentado segue um padrão médio do porte, puxado por 4 cavalos ou mais dependendo da ocasião do uso.





 No interior, o estofado é feito de plástico que imita uma textura de couro liso, costurei as partes cruzando as linhas, parte que foi necessário muita paciência, (e uns dedos furados)... Tambem aplicado nas portas.





 Muita pesquisa para aprender sobre as características técnicas, como a suspensão em molas "C", e a caixa suspensa por 4 correias, todos aspectos totalmente funcionais no modelo.




  As rodas traseiras, bem maiores que as dianteiras foi o que na minha opinião dão o toque elegante ao carro, inspirado em um modelo que achei interessante.




 Detalhe para o acento do cocheiro no nível do teto. e as lanternas feitas com tubo de canteta e massa epoxi, fixadas por suportes de acabamendo estilo rococó.





 Não é preciso dizer a vontade que tenho de entrar ai dentro rss...


Esse foi o material utilizado... Calculo que devo ter gasto umas 4 semanas pra terminar, a todo vapor para aprotnar à tempo para o dia da apresentação em aula.



Sds!


Conde L. Terranova

domingo, 27 de janeiro de 2013

Carro moderno não precisa esquentar o motor; Será mesmo??








É no minimo curioso, como os manuais dos carros modernos, e as recomendações, tem pelo tema praticamente um dogma ortodoxo, quando se fala em aquecer o motor antes de colocar o veiculo em movimento.  Além de que, além de dizer desnecessário a pratica, eles consideram praticamente uma heresia, contendo até paravras como "Nunca", com argumento de gasto execivo de combustivel.

Ha de considerar que a injeção eletronica trouxe muitas soluções no funcionamento dos motores, que fez desnecessário o uso de alguns procedimentos comuns nos carros anitgos, mas ao meu ver, pela manhã ao ligar o carro, só se verificarm por não precisar afogador ou injetar gasolina manualmente nos carros a álcool.
Ao longo dos anos, pouco, ou quase nada, mudou no conjunto movel dos motores...   O sistema ainda é dotado das mesmas peças;  Conjunto de pistões, bielas, virabrequim, comando de valvulas e bomba de oleo, ah!!  Tocamos no assunto!  A lubrificação.  Ora pois, se o oleo só atinge uma viscosidade ideal após certa temperatura do motor, sua eficiencia é atingida na medida certa nessa ocasião, não é mesmo?

Então vamos usar do bom senso, a tecnologia trouxe inovações, mas não vamos esquecer de que todos os dias pela manha, precisamos esticar os musculos antes de sair pra trabalhar.
Com os motores não é diferente, além de um consumo elevado com o motor trabalhando frio, é tambem um contra-senso, ter um sistema de  arrefecimento tão rigoroso nos carros modernos, que trabalham em temperatura cada vez mais alta e estavel, bater a chave e sair no mesmo instante.   Claro que ele aquece mais rapido andando, mas vc nao perde por esperar um minutinho para que o oleo circule pelo motor e a rotação diminua um pouco, dando sinal de temperatura subindo, o ponteiro se mexeu? pronto.

 Uma coisa é o que o fabricante recomenda pra te vender carro todos os anos e entupir nossas ruas, outra coisa é conhecer um pouco sobre o funcionamento do seu motor, porque a propósito, as retificas estão lotadas de  motores com menos de 10 anos de uso, equanto carros antigos tem sua primeira retifica ao 30.




 Sds



Conde L. Terranova

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Futilidades automotivas

 O gosto pelo xuning que se espalhou depois de filmes como "Velozes e Furiosos" e afins, levou o mercado de peças automotivas uma enxurrada de verdadeiras tranqueiras, porcarias mesmo, de qualidade duvidosa às auto-peças sobre-tudo as menores que se ploriferam, e vendendo tudo ao mesmo tempo NADA.  Sim, nada, pois o que é essencial, ou pelo menos um acessório original útil, ou de bom gosto, você anda muito pra encontrar, sem contar que, se o seu carro não for Uno, Gol, Palio ou Corsa, poupe seu combustível, tempo, sola do sapato procurando.  Encontrará mais fácil aqui na internet, e muitas vezes mais barato, pois a maioria dessas auto-peças, acredite, não tem fornecedores diretos, compram de outras auto-peças e recebem o seu "unzinho"...   Digo por experiencia, você tem mais chance de ser roubado no balcão, do que pela tela do monitor, procure sua peça na net e quebrem-os!... 





Tipica Auto-peça, e suas tranqueiras expostas.
  

 Isso vai desde tapetes "chão de busão", um classico xuning, até os forros de portas, bancos e carpete personalizados com o logotipo do fabricante, além dos que vieram de fábrica no veiculo, ou seja, uma propaganda gratuita que o proprietário PAGA pra fazer...   Fora a todas tranqueiras vendidas no semáforo, algumas um tanto úteis, como palhetas, embora pouco duráveis, capas de volante epor ai vai.


                                     Tampinha bico de pneu personalizado:
                                      A maior futilidade automotiva que ja inventaram


Agora com certeza uma das maiores se não a maior futilidade na minha opinião, que são vendidas, são as tampinhas de pneu, mais uma vez, com logotipo de fabricante que não te paga nada pra usa-las, repito; o comprador paga pra fazer bublicidade.  Ainda por cima, é tão prática que voce precisa tranca-las uma a uma, Ótimo!  De brinde o risco de ser roubado, coitado do ladrão, me descupem...  Roubar tampinha de bico de pneu, é o cúmulo da miséria sub-humana.

Penso que a boa e velha tampinha deplástico vem mais a calhar, é útil pratica e não chama atenção, alias coisa que nem uma tampinha personalizada faz, ninguem vai olhar pro teu carro e falar "Que carango legal passando ali, olha só aquelas tampinhas do pneu!!  Irado!!!"...   Voce só vai chamar atenção mesmo é de borracheiro, meu caro...
 


Sds!


Conde L. Terranova